Frederico Barbarossa: o imperador que desafiou papas
No verão de 1176, um dos exércitos mais temidos da cristandade latina avançava pela planície lombarda quando foi interceptado por uma coalizão de cidades do norte da Itália. O imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Frederico I, apelidado pelos italianos de Barbarossa — “barba ruiva” —, havia cruzado os Alpes cinco vezes para submeter a Itália à sua autoridade. Desta vez, porém, a Batalha de Legnano transformaria a narrativa: a cavalaria imperial foi dispersada pela infantaria comunal milanesa, e o próprio imperador desapareceu do campo, sendo dado por morto por horas. Nenhum detalhe sintetiza melhor a carreira de Frederico Barbarossa do que esse episódio: um soberano de inteligência e determinação raras, que ergueu o prestígio imperial a patamares inéditos no século XII e, no entanto, encontrou nos limites do poder medieval — nas cidades, no papado, nos príncipes — a fronteira que nem mesmo seu gênio político e militar conseguiu apagar.
Frederico Barbarossa foi imperador do Sacro Império Romano-Germânico entre 1155 e 1190, e seu reinado é amplamente considerado o apogeu do poder Hohenstaufen. Sua política combinou a afirmação da autoridade imperial sobre a Igreja, o esforço sistemático de subordinar a Itália e a construção de um equilíbrio delicado com os príncipes alemães. O historiador Friedrich Opll o descreveu como o “arquétipo do monarca medieval”, enquanto Peter Munz argumentou que Barbarossa foi o primeiro governante a articular uma teoria coerente de soberania imperial baseada no direito romano. Ao longo de seu reinado, travou seis campanhas italianas, enfrentou quatro antipapas, foi excomungado e, por fim, assinou a paz com seus adversários sem jamais abandonar inteiramente suas reivindicações.
Este artigo percorre os pilares do governo de Frederico Barbarossa: sua ascensão ao trono, a política italiana e o confronto com as comunas lombardas, a disputa com o papado e Alexandre III, a relação com Henrique o Leão e a reorganização do poder germânico, e o lugar de Barbarossa na historiografia medieval. O objetivo não é apenas narrar eventos, mas compreender a lógica política e institucional que fez desse soberano uma figura central da história europeia.
Barbarossa governou num momento em que as categorias políticas medievais estavam em tensão aguda. O Sacro Império Romano-Germânico não era um Estado centralizado, mas um conjunto de relações feudais, eclesiásticas e urbanas que dependiam da capacidade do imperador de negociar, coagir e legitimar. Compreender Barbarossa é compreender os mecanismos e os limites do poder monárquico no século XII.
A ascensão de um mediador: Hohenstaufen, Welf e a eleição de 1152
O jovem Frederico não era o candidato óbvio ao trono imperial. Filho de Frederico II da Suábia (Hohenstaufen) e de Judite da Bavária (Welf), ele era o único membro de sua geração que unia pelo sangue as duas grandes casas rivais que haviam dividido a nobreza germânica por décadas. Quando o imperador Conrado III morreu em fevereiro de 1152 sem deixar um herdeiro claramente designado, os príncipes eleitores reconheceram nessa dupla filiação uma oportunidade de pacificação. Frederico foi eleito em Frankfurt com rapidez incomum.
A historiografia debateu por décadas o grau de “novidade” desta eleição. Ferdinand Oppl e Knut Görich argumentam que Frederico chegou ao poder com um programa político já delineado: restabelecer a honor imperii — a honra e a autoridade do Império — que havia se desgastado nas décadas anteriores. Marcel Pacaut, por sua vez, enfatiza que Barbarossa aprendeu na prática o que significava governar um Império tão fragmentado. Independentemente da ênfase, o consenso é que o novo imperador possuía uma capacidade política rara: a de adaptar objetivos de longo prazo ao momento concreto sem perder o fio condutor.
Frederico foi coroado rei dos romanos em Aachen em março de 1152 e, três anos depois, obteve a coroa imperial das mãos do papa Adriano IV em Roma, em junho de 1155. A coroação não foi um gesto de submissão: Barbarossa a interpretava como reconhecimento de uma autoridade que lhe pertencia por direito divino e histórico, não como concessão pontifícia. Esse ponto de partida ideológico moldaria décadas de conflito.
Internamente, Frederico precisou equilibrar sua relação com os príncipes. O mais poderoso era Henrique o Leão, duque da Saxônia e da Bavária, seu primo Welf, cuja cooperação era indispensável para qualquer campanha italiana. Barbarossa concedeu-lhe amplos poderes no norte e no leste em troca de lealdade. Durante anos, esse equilíbrio funcionou. Sua ruptura, décadas depois, revelaria tanto o poder quanto os limites da construção política de Frederico.
A Itália como projeto imperial: as campanhas lombardas
A política italiana de Barbarossa não pode ser entendida como simples ambição ou agressividade pessoal. Tratava-se de um programa coerente, fundamentado na tradição imperial carolíngia e otônida e reforçado pela redescoberta do direito romano nas universidades do século XII — especialmente em Bolonha, onde os juristas identificavam no imperador o herdeiro legítimo das prerrogativas dos Césares.
A Itália do norte era, em meados do século XII, um território em transformação acelerada. As comunas lombardas — Milão, Cremona, Bérgamo, Brescia e dezenas de outras cidades — haviam desenvolvido formas de autogoverno que desafiavam tanto a autoridade imperial quanto a episcopal. Milão, em particular, havia se tornado uma potência regional que absorvia cidades menores e resistia a qualquer autoridade externa. Para Barbarossa, essa autonomia comunal não era apenas politicamente inconveniente: era juridicamente ilegítima, uma usurpação de direitos que pertenciam ao Império.
A Dieta de Roncaglia, em 1158, marca o ponto alto das pretensões barbarossanas na Itália. Convocada após a segunda campanha italiana, reuniu os principais juristas bolonheses — incluindo os famosos “quatro doutores” do direito romano — para codificar as prerrogativas imperiais (regalia). O resultado foi uma lista extensa de direitos: nomeação de magistrados, controle das estradas, impostos sobre mercados, uso das águas. Na prática, significava a subordinação completa das comunas ao controle imperial.
A resistência foi imediata. Milão liderou a oposição, e Barbarossa respondeu com uma das ações militares mais brutais de seu reinado: em 1162, após prolongado cerco, a cidade foi destruída. Seus habitantes foram dispersados, e os muros, demolidos. O ato pretendia ser exemplar — uma demonstração de que a resistência à autoridade imperial tinha um preço absoluto. Produziu o efeito oposto.
A Liga Lombarda e a Batalha de Legnano
A destruição de Milão galvanizou as demais cidades. Em 1167, durante a quinta campanha imperial, dezesseis comunas firmaram a Liga Lombarda, uma aliança defensiva que combinava recursos militares, diplomáticos e financeiros para resistir à presença imperial. O papa Alexandre III — que Barbarossa havia recusado a reconhecer, preferindo uma série de antipapas — tornou-se o aliado natural da Liga.
Militarmente, a Liga investiu num tipo de força que a cavalaria feudal imperial não estava preparada para enfrentar: a carroccio, o carro de guerra comunal em torno do qual se organizava a infantaria milanesa, e as companhias de peonagem armada das cidades. Em 29 de maio de 1176, na Batalha de Legnano, a vanguarda cavalry imperial foi derrotada pela infantaria lombarda. O exército de Barbarossa se dissolveu. O imperador fugiu para Pavia.
Legnano é frequentemente interpretada como um ponto de inflexão simbólico: a primeira grande derrota de um exército feudal para forças comunais. Peter Munz adverte contra a romantização do episódio — as comunas lombardas não lutavam por liberdade abstrata, mas por autonomia fiscal e administrativa concreta. Mesmo assim, o impacto político foi considerável. Barbarossa foi obrigado a negociar.
A Paz de Constança (1183) e o realismo político de Barbarossa
A Paz de Constança, assinada em 1183, é frequentemente lida como derrota imperial. Uma leitura mais matizada sugere que Barbarossa obteve o que era, nas circunstâncias, o máximo possível. As comunas reconheceram formalmente a soberania imperial — pagavam tributos e prestavam homenagem —, mas conservaram na prática as estruturas de autogoverno que reivindicavam. O imperador mantinha o direito formal de confirmar magistrados, mas sem interferência cotidiana.
O historiador Görich argumenta que Barbarossa jamais abandonou seu projeto italiano; apenas redefiniu os instrumentos. A aliança com o reino da Sicília, selada pelo casamento de seu filho Henrique VI com Constança de Hauteville em 1186, era uma aposta de longo prazo: cercar a Itália central pela diplomacia dinástica onde a força militar havia falhado. O projeto só seria realizado — de forma muito mais despótica — pelo próprio Henrique VI depois da morte do pai.
O confronto com o papado: o Cisma de 1159 e Alexandre III
Nenhum aspecto do reinado de Barbarossa gerou mais controvérsia contemporânea e historiográfica do que sua relação com o papado. A querela não era apenas pessoal: refletia uma tensão estrutural entre duas concepções de ordem política que o período gregoriano havia tornado irreconciliável. Para Barbarossa, o imperador era o guardião da Igreja, não seu subordinado; a coroação imperial era um ato de reconhecimento, não de concessão. Para os reformadores gregorianos, o papado possuía supremacia espiritual — e, em questões de investidura e obediência, a espiritual precedia a temporal.
A morte do papa Adriano IV em 1159 precipitou a crise. O Colégio Cardinalício se dividiu: a maioria elegeu Alexandre III; uma minoria, favorável ao imperador, elegeu Vítor IV. Barbarossa reconheceu Vítor e convocou o Concílio de Pavia (1160) para arbitrar a questão — um gesto que pressupunha autoridade imperial sobre a Igreja. Alexandre III recusou comparecer e excomungou tanto o antipapa quanto o imperador.
O Grande Cisma durou dezoito anos. Durante esse período, Barbarossa reconheceu sucessivamente três antipapas — Vítor IV, Pascoal III e Calisto III — enquanto Alexandre III, exilado em boa parte do tempo, consolidava apoio na França, na Inglaterra e entre as comunas italianas. A excomunhão imperial tinha consequências práticas: desobrigava vassalos do juramento de fidelidade e legitimava resistência. Embora nem todos os príncipes alemães tenham tomado isso ao pé da letra, o instrumento criava fricção política constante.
A resolução veio com a Paz de Veneza, em 1177. Barbarossa, enfraquecido por Legnano e pelas epidemias que dizimaram seus exércitos na Itália, reconheceu Alexandre III como legítimo pontífice. O papa, por sua vez, levantou a excomunhão. O encontro em Veneza foi encenado com cuidado simbólico: Barbarossa prostrou-se aos pés de Alexandre — um gesto que a iconografia papal explorou amplamente como sinal de subordinação imperial. Barbarossa o interpretava diferentemente: como gesto de reconciliação entre dois poderes, não de submissão de um ao outro.
A historiografia diverge sobre quem “venceu” em Veneza. Johannes Laudage argumenta que Alexandre saiu claramente fortalecido; Görich insiste que Barbarossa preservou o essencial de seu programa. O que é incontestável é que nenhum dos dois lados obteve uma vitória definitiva — e que a tensão entre sacerdotium e imperium continuaria a estruturar a política europeia por mais de um século.
Henrique o Leão e a reconfiguração do poder alemão
A queda de Henrique o Leão em 1180 é um dos episódios mais dramáticos do reinado de Barbarossa e um dos mais debatidos pela medievalística alemã. Durante décadas, o duque da Saxônia e da Bavária havia sido o principal aliado do imperador — e a âncora do poder Welf no Império. Sua recusa em prestar auxílio militar a Barbarossa durante a quinta campanha italiana, em 1176 (possivelmente em Chiavenna, embora o encontro seja disputado nas fontes), foi interpretada pelo imperador como traição.
Em 1180, Barbarossa convocou Henrique perante a corte imperial por desobediência feudal. Após recusar comparecer três vezes — procedimento que no direito feudal equivalia a confissão —, Henrique foi declarado fora da lei (Reichsacht) e banido por três anos. Seus territórios foram redistribuídos: a Bavária foi entregue a Oto I de Wittelsbach, fundando a dinastia que governaria a região até 1918; a Saxônia foi dividida entre vários príncipes. Henrique partiu para o exílio na corte de seu sogro, o rei Henrique II da Inglaterra.
O episódio é central para compreender a política interna de Barbarossa por duas razões. Primeiro, demonstra que o imperador não era impotente diante dos grandes príncipes: quando as circunstâncias permitiam, ele agia com determinação. Segundo — e aqui reside o paradoxo —, a queda de Henrique fortaleceu os príncipes em geral, não o poder imperial. A redistribuição territorial criou novos potentados regionais cujo poder dependia menos do imperador e mais de suas próprias bases patrimoniais. A fragmentação do poder principesco que caracterizaria o Sacro Império tardio tem raízes nesse momento.
Benjamin Arnold argumentou que o reinado de Barbarossa representa, contraditoriamente, tanto o apogeu quanto o início do declínio da autoridade imperial sobre os príncipes alemães. O imperador alcançou mais prestígio do que qualquer predecessor desde os Otônidas, mas os instrumentos que usou — concessões territoriais, acordos feudais, redistribuições — erosionaram paulatinamente a base sobre a qual esse prestígio repousava.
A Terceira Cruzada e a morte no Saleph
Em 1189, com quase 67 anos — idade avançadíssima para os padrões medievais —, Frederico Barbarossa assumiu o comando da contingente germânico da Terceira Cruzada, convocada após a tomada de Jerusalém por Saladino em 1187. Sua participação era, em si, um ato político de enorme peso simbólico: o mais poderoso monarca do Ocidente liderava pessoalmente a resposta cristã à perda da Cidade Santa.

O exército germânico era o maior dos três contingentes cruzados — estimativas medievais, certamente exageradas, falam em centenas de milhares; historiadores modernos sugerem algo entre 15.000 e 100.000 combatentes. Barbarossa escolheu a rota terrestre pela Anatólia, enfrentando resistência dos turcos seljúcidas e, em certos momentos, a hostilidade do Império Bizantino sob Isaac II Ângelo, com quem as relações foram tensas.
Em junho de 1190, ao atravessar o rio Saleph (atual Göksu, na Turquia), Frederico morreu. As circunstâncias são obscuras e disputadas: as fontes medievais divergem entre afogamento, ataque cardíaco ao tentar atravessar o rio a cavalo, e queda acidental. Nenhuma versão é definitiva. A morte do imperador teve efeito devastador sobre o exército: a maioria dos cruzados germânicos dispersou-se ou retornou à Europa. Apenas uma pequena fração continuou até a Terra Santa.
O impacto simbólico foi igualmente enorme. No Ocidente, formou-se a lenda de que Barbarossa não havia morrido, mas adormecido numa caverna — o Kyffhäuser, na Turíngia —, esperando o momento de retornar para salvar a Alemanha quando ela precisasse. Essa lenda, análoga à do Rei Artur, foi reapropriada pelos românticos alemães do século XIX e pelos nacionalistas wilhelminianos, que ergueram sobre o Kyffhäuser um monumento que ainda existe. O uso político de Barbarossa pela historiografia e pelo imaginário alemão é, por si só, um capítulo da história das ideias.
Conclusão: o legado de um imperador impossível
Frederico Barbarossa morreu sem ter realizado integralmente nenhum de seus grandes projetos: a Itália não foi submetida, o papado não foi subordinado, a cruzada não foi concluída. E, no entanto, seu reinado é considerado o ponto alto do Sacro Império Romano-Germânico na Idade Média. Esse paradoxo não é superficial — ele revela algo essencial sobre a natureza do poder medieval.
Barbarossa foi, antes de tudo, um negociador extraordinário que compreendia os limites do que podia impor pela força. A Paz de Constança não foi uma derrota: foi a tradução de objetivos impossíveis em ganhos sustentáveis. A Paz de Veneza não foi uma capitulação: foi o encerramento de um cisma que havia custado mais ao Império do que ao papado. A queda de Henrique o Leão não foi vingança pessoal: foi um exercício calculado de autoridade feudal que redistribuiu o poder sem destruí-lo.
O que tornou Barbarossa uma figura duradoura na memória histórica não foi a grandiosidade de seus projetos, mas a intensidade com que os perseguiu dentro dos constrangimentos de seu tempo. Ele não inventou o Sacro Império nem o papado gregoriano nem as comunas lombardas: encontrou essas estruturas e as enfrentou com inteligência, energia e uma compreensão rara das possibilidades e dos limites do possível. O Kyffhäuser continua de pé. A lenda continua viva. E isso, por si só, diz algo sobre o que Barbarossa deixou para trás.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre Frederico Barbarossa
Por que Frederico I foi chamado de Barbarossa? O apelido Barbarossa — “barba ruiva” em italiano — foi dado pelos italianos, possivelmente durante suas campanhas na Península. Fontes germânicas contemporâneas raramente o usam; ele se popularizou na Itália como modo de identificar o imperador pela característica física mais marcante.
Quando Frederico Barbarossa foi imperador? Frederico I foi coroado rei dos romanos em 1152 e recebeu a coroa imperial em Roma em 1155, governando até sua morte em 1190. Seu reinado de 38 anos é um dos mais longos da história do Sacro Império.
O que foi a Liga Lombarda? A Liga Lombarda foi uma aliança formada em 1167 por dezesseis comunas do norte da Itália — com Milão à frente — para resistir à dominação imperial. Derrotou Barbarossa em Legnano (1176) e forçou negociações que resultaram na Paz de Constança (1183).
Qual foi o conflito de Barbarossa com o papado? O principal conflito foi o Cisma de 1159, quando Barbarossa recusou reconhecer Alexandre III e apoiou uma série de antipapas. O cisma durou até 1177, quando a Paz de Veneza restabeleceu relações entre imperador e pontífice.
Por que Henrique o Leão foi banido por Barbarossa? Henrique o Leão foi condenado em 1180 por desobediência feudal — especialmente por recusar auxílio militar durante a campanha italiana. Após ignorar convocações à corte imperial, foi declarado fora da lei e exilado, tendo seus territórios redistribuídos entre outros príncipes.
Como Frederico Barbarossa morreu? Morreu em junho de 1190 ao cruzar o rio Saleph, na atual Turquia, durante a Terceira Cruzada. As circunstâncias exatas — afogamento, ataque cardíaco, queda — permanecem incertas. Sua morte desintegrou o contingente cruzado germânico.
O que foi a Batalha de Legnano? Legnano (1176) foi a batalha em que o exército imperial foi derrotado pela infantaria das comunas lombardas. É considerada um momento simbólico na história da relação entre poder monárquico e autonomia urbana na Idade Média.
Qual é a lenda do Kyffhäuser? A lenda, que emergiu no século XIII e foi amplificada pelos românticos do XIX, diz que Barbarossa não morreu, mas dorme numa caverna no monte Kyffhäuser, na Turíngia, e retornará quando a Alemanha precisar. O mito foi explorado politicamente pelo nacionalismo alemão.
Leituras Recomendadas
GÖRICH, Knut. Friedrich Barbarossa: Eine Biographie. Munique: C.H. Beck, 2011.
MUNZ, Peter. Frederick Barbarossa: A Study in Medieval Politics. Londres: Eyre & Spottiswoode, 1969.
LAUDAGE, Johannes. Friedrich Barbarossa (1152–1190): Eine Biographie. Regensburg: Pustet, 2009.
OPLL, Ferdinand. Friedrich Barbarossa. Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1990.
ARNOLD, Benjamin. Medieval Germany, 500–1300: A Political Interpretation. Londres: Macmillan, 1997.

